
“A grande maioria das pessoas sabe que pilhas e baterias não podem ser descartadas no lixo comum, porém, poucas sabem o que deve ser feito com esses materiais e os locais corretos onde devem ser depositados. Por não conhecerem os postos de coletas, muitos depositam esse material no lixo comum, o que contribui para a contaminação de rios e reservatórios, do solo, além de trazer danos à saúde humana”.
Desta forma, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente idealizou o Mutirão que tem como mote “Recicle – Não descarte essa idéia”. Em Itapevi, o executivo municipal não participou da atividade e todas as ações foram realizadas pelo Projeto Semente. Segundo o responsável pela organização, Fernando Papa, mais de 600 itens foram depositados nesse período, totalizando mais de 1.000 ao todo, cerca de 30 kg.
Aproveitamos a parceria com o Projeto Semente na ação “Re:Lixo” desta Xiliquê para conversar com Fernando, de 24 anos. Siga ele no twitter da ONG.
Xiliquê – Qual a importância de uma coleta de lixo eletrônico atualmente?
Fernando Papa – O Brasil produz 2,6 kg de lixo eletrônico por habitante ao ano. Cerca de 1,2 bilhão de pilhas e 400 milhões de baterias de telefone celular. Desse total acredita-se que 40% das pilhas comuns vendidas no Brasil sejam falsificadas, e, portanto, fabricadas sem fiscalização.Quanto ao seu descarte, a situação é mais preocupante ainda, pois a maioria “joga” no lixo comum. A iniciativa da festa “Xiliquê” e de seus organizadores é importantíssima para a disseminação da informação, principalmente aos jovens. Nossa próxima etapa visa implementar um coletor permanente no Club Vegas.
Xiliquê – Por que baterias, aparelhos de celular e pilhas recarregáveis contaminam tanto a natureza?
Fernando Papa – Os componentes eletrônicos contêm chumbo, cádmio, arsênio e mercúrio entre outras substâncias tóxicas que, se descartados como lixo comum, contaminam o solo e a água e são acumulados nos organismos dos animais e do homem causando problemas que podem ser fatais. E o estrago é grande: a contaminação por chumbo, por exemplo, pode causar náusea, perda da coordenação e da memória e em casos mais graves pode levar a pessoa ao estado de coma e à morte.